Numa grande empresa de compras coletivas, o sistema terceirizado de anti-fraude começou a falhar dos dois lados ao mesmo tempo: deixava passar milhões em fraude e, paranoico, barrava 20% das compras num mercado em que a fraude real fica entre 3% e 4%. Trocar o fornecedor de uma vez era a saída óbvia e também a armadilha, porque um sistema novo começa pior, sem os dados e a calibragem que só o tempo dá. Em vez disso, a equipe construiu um software caseiro que mandava as compras para os dois fornecedores ao mesmo tempo e passava só uma fatia pequena para o novo, sem risco. No terceiro mês, o novo já entregava 15% mais faturamento, e a receita disparou. O melhor veio depois: aquele software de porão, feito só para sobreviver, virou uma empresa de pagamentos quando uma grande varejista quis comprá-lo.
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