Uma empresa de eventos corporativos ia comemorar 25 anos com todas as cotas do ano vendidas quando, oito dias antes da festa, veio o lockdown e derrubou os cerca de dez eventos da grade. O risco era existencial: se devolvesse o dinheiro das cotas já pagas, quebrava. A coordenadora de branded content puxou a frente, entendeu antes de todos que um serviço de eventos seria o primeiro a ser cortado pelos clientes, e virou tudo para o digital em etapas, aproveitando um pequeno time de audiovisual que já tinha montado internamente. Foi cedendo espaço aos patrocinadores em crise, filmando na casa dos diretores de máscara e, por fim, construindo uma plataforma de evento online que, em setembro, reuniu quase quatro mil pessoas, o dobro do presencial. Fechou o ano sem devolver um real, e a lição ficou: não perca tempo com raiva do problema nem esperando o mundo voltar ao normal, porque o normal pode nunca mais voltar, ou ser outro.
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