A história recente da Karsten, empresa quase centenária, mostra como um turnaround bem-sucedido combina disciplina financeira e cuidado com pessoas. Após uma crise severa entre 2000 e 2010, a companhia atacou dois problemas distintos — caixa e resultado — com remédios específicos, revisando o ciclo financeiro antes de recompor margens. O reposicionamento de marca, ancorado no conceito de moda-lar, deu sustentação ao novo ciclo e ajudou a empresa a alcançar margem EBITDA entre 13% e 14%. Mas o diferencial esteve na liderança, orientada por princípios como blindar o time dos ruídos, evitar ser gargalo e exigir resultados com respeito às pessoas. No fim, a lição é clara: nenhum indicador se move sem que as pessoas certas, lideradas do jeito certo, se movam antes.
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