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Já pensou na possibilidade de que o próprio sistema de publicação e financiamento de pesquisas científicas tenha criado um viés em que as demandas dos pacientes mais graves sejam negligenciadas? No episódio 361 falamos sobre como o sistema de cuidado tende a privilegiar pacientes mais bem articulados e com quadros mais leves, enquanto os casos graves competem por recursos cada vez mais escassos. No episódio 362 exploro a hipótese de que o mesmo mecanismo se repete na pesquisa em psiquiatria. Usando dados sobre o financiamento do NIMH e um estudo sueco de priorização de perguntas de pesquisa feito com pacientes, familiares e clínicos, discuto como a agenda científica também tem seus “temas preferidos”, e o que isso significa para quem trata pacientes com transtornos mentais graves. Esse você não pode perder!
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