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Shapeshifter reúne narrativas e histórias do teatro no escuro, explorando (e revelando) a forma como a ideia de escuridão é menos constante do que condicionada por contingências culturais, políticas e tecnológicas. O palco vazio, de teatro e de luz, mostra-se como máquina de aprendizagem, que absorve e reconstitui o seu próprio passado, traçando os gestos de corpos invisíveis que ainda desobedecem e desaprendem com a matéria. Neste lugar de escuta, lugar virtual que combina o palco da enunciação e o lugar que o corpo ouvinte ocupa, Shapeshifter procura resgatar os prazeres auditivos no plural e a intriga de sombra e obscuridade, abrindo, em vez de impedir, um processo de pesquisa.
A autora sugere que a audição deste podcast seja feita com auscultadores e de olhos fechados.
Shapeshifter, 2019 colagem de áudio com samples, gravações de campo, sintetizadores modulares, percussão e loop station
criação, voz e edição de som Diana Policarpo edição final Sara Morais estúdio Fisga Studio uma encomenda do Teatro do Bairro Alto agradecimentos Afonso Simões
Autores citados: 1.Peter Brook, The Empty Space: A Book About the Theatre: Deadly, Holy, Rough, Immediate, 1995 2. Edward Hopper, Solitary figure in a theater, 1903 3. Samuel Beckett, All That Fall, radio play first broadcast by BBC in 1957. 4.Adam Alston, Martin Welton; Theatre in the Dark, 2017 5. Jacques Attali, Noise: The Political Economy of Music, 1977
Lista de samples:
Sample 1 gravação no espaço de um video do Bruce Nauman, Violent Incident, 1986