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O podcast "Eu, Um Pacificador?" mergulha na realidade constante dos conflitos que permeiam o mundo, existindo em disputas militares, econômicas, sociais, ideológicas e, tragicamente, dentro dos lares e até mesmo na igreja. Diante dessa tensão universal, o programa questiona o chamado do cristão: somos chamados à disputa ou à pacificação?. A fundação para essa resposta reside na natureza divina: Deus é o "Deus de paz", e o Messias é o "Príncipe da Paz", que demonstrou Sua força não na disputa, mas na mansidão e na entrega sacrificial. A paz que é central à Sua identidade é definida não como a mera ausência de guerra, mas como o shalom bíblico, a presença de justiça e bem-estar. Por meio da obra de Cristo, a hostilidade entre Deus e a humanidade foi removida, e Ele se tornou a nossa paz, derrubando a parede da separação.Uma vez que recebemos a paz com Deus por meio da reconciliação, somos imediatamente comissionados a uma missão ativa. O cristão não pode ser um mero espectador; ele é chamado a ser um agente de reconciliação entre os homens, buscando e seguindo a paz. Isso implica em agir com sabedoria e mansidão para desviar a ira, e em procurar guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. A pacificação, que é o segundo grande elemento do Reino de Deus (após a justiça), é a marca da filiação divina. Jesus afirma que os pacificadores são "chamados filhos de Deus", uma honra reservada para aqueles que intencionalmente promovem a paz, imitando o Supremo Pacificador.