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AO VIVO NA LIVRARIA T1 E26 - Grande Debate - As contas públicas dos Açores vão precisar de um resgate? E, se sim, quem terá de pedi-lo?

Lar Doce Livro · 26 de set. de 2026 · 1:47:40

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𝗦é𝗿𝗴𝗶𝗼 Á𝘃𝗶𝗹𝗮 𝗮𝗹𝗲𝗿𝘁𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗰𝗿𝗲𝘀𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗮 𝗱í𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗽ú𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮,
𝗼 𝗱é𝗳𝗶𝗰𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗿𝘂𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗲 𝗼𝘀 𝗱𝗲𝘀𝗮𝗳𝗶𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟳 𝗮𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿á

Ex-vice-presidente do Governo Regional faz um pausa no voto de silêncio sobre as finanças regionais para accionar os alarmes sobre o estado das contas dos Açores. Tomaz Dentinho, António Lima e Pedro Ferreira dizem-se igualmente preocupados

Sérgio Ávila alertou esta sexta-feira para a extrema vulnerabilidade das finanças açorianas perante a evolução da conjuntura internacional, e nomeadamente tendo em conta as eventuais dificuldades da República Portuguesa em financiar-se para a socorrer. Numa rara intervenção sobre as contas da Região, e que garantiu constituir um intervalo único no voto de silêncio que tem vindo a cumprir sobre o tema, o antigo vice-presidente do Governo Regional dos Açores não previu um resgate a curto prazo, uma vez que o stock da dívida açoriana ainda está pouco acima dos 60% do PIB, mas alertou para o facto de o montante ter duplicado nos últimos seis anos, nomeadamente à custa de um défice estrutural que em 2025 já ultrapassou os 300 milhões de euros e sobre o qual vão impender, em 2027, novos e graves factores de pressão.
O debate decorreu na livraria LAR DOCE LIVRO, em Angra do Heroísmo, e juntou a Sérgio Ávila, sob a moderação do escritor e jornalista Joel Neto, Tomaz Dentinho, professor reformado da Universidade dos Açores e ainda não há muitos anos candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa pelo PPM, partido que integra a coligação no poder nos Açores; António Lima, deputado e coordenador regional do Bloco de Esquerda; Pedro Ferreira, presidente do Conselho Nacional da Iniciativa Liberal, e que já na presente legislatura passou também pelo Parlamento Regional como deputado.
Dentinho, que ainda recentemente apresentou um estudo segundo o qual a descontinuação das carreiras aéreas da Ryanair entre o continente e as ilhas vai custar à economia regional milhões de euros e milhares de postos de trabalho, não desdenhou dos argumentos apresentados por Sérgio Ávila, mas sublinhou que o problema também está do lado do PIB, não apenas da despesa, e que os Açores, “podendo ser ricos, estão em risco de ficar muito mais pobres”. Já António Lima, que não quis “fazer futurologia”, garante que a cada solavanco os Açores se afastam ainda mais dos objectivos da justiça social, da redistribuição de riqueza e do elevador social. E Pedro Ferreira, que pediu uma “mudança profunda na cultura” regional, em especial no que diz respeito ao endividamento e ao papel do Estado, perguntou-se se na verdade o resgate não está já em curso há pelo menos dois anos, nomeadamente com recurso ao expediente das remessas da República.
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AUTORIA E APRESENTAÇÃO: Joel Neto. GENÉRICO: Guesswho. PÓS-PRODUÇÃO: Joel Neto. UMA PARCERIA Lar Doce Livro/Rádio Voz dos Açores.
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Duarte Freitas, secretário regional das Finanças, garantiu em Março que não haverá um resgate às contas dos Açores. Mas, em Abril, José Manuel Bolieiro, presidente do Governo Regional, reconheceu a existência de um problema. E, poucos dias depois, Artur Lima, vice-presidente, reconheceu aqui neste mesmo espaço, expressamente, admitir um resgate.
Pois há apenas dois dias, portanto 23 de Setembro, a segunda notificação de 2026 relativa aos Procedimentos dos Défices Excessivos de 2025 denunciou novo aumento no défice nas (e, portanto, uma necessidade de refinanciamento para as) contas da Região.
Os resultados ainda são provisórios, mas indicam que a Administração Pública regional terminou 2025 com um défice de 305,5 milhões de euros, embora a dívida bruta consolidada mantenha o valor inicial: 3.797,8 milhões de euros.
São, ainda assim, 3,8 mil milhões de euros – quase duas vezes o orçamento anual da Região...

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