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Existe uma versão de nós que aprende cedo demais a sobreviver. Que sorri quando quer chorar, concorda para não desagradar, performa para ser aceita. Uma versão construída no medo de perder amor, pertencimento e reconhecimento. Em Winnicott, chamamos isso de Falso Self: uma camada criada para proteger o que existe de mais espontâneo e verdadeiro dentro de nós. E, embora tenha surgido como defesa, às vezes ela cresce tanto que começamos a nos perguntar: “Quem sou eu quando não estou tentando corresponder?” No episódio de hoje, conversamos sobre as origens do falso self, suas marcas nas relações, no trabalho, nos vínculos afetivos e na forma como nos afastamos de nós mesmos sem perceber. Uma reflexão sobre autenticidade, adaptação e o difícil, mas necessário, caminho de voltar a habitar a própria verdade. Talvez amadurecer também seja isso: parar de existir apenas para atender expectativas e começar, aos poucos, a existir para si. Fique Entre Nós!