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O VELHO HOMEM É MAIS PERIGOSO QUE QUALQUER DEMÔNIO
Eu não nasci em um ambiente perfeito. Eu fui uma menina que cresceu sem a presença do pai. Ainda muito jovem, vi meus pais se separarem e também vi minha mãe sofrer violência dentro de casa.
Minha mãe era uma mulher de fé. Ela buscava a Deus, mas naquela época também acabava procurando outras coisas. Acendia velas, misturava algumas práticas de fé… e eu fui crescendo no meio de tudo aquilo.
E criança absorve muita coisa do ambiente em que vive.
Quando cheguei à juventude, comecei a procurar uma identidade para mim.
Eu gostava de rock, gostava de músicas góticas e comecei a me envolver com aquele universo. Eu me vestia de preto, fazia parte de grupos góticos e, de certa forma, aquilo passou a ser a minha identidade.
Eu me lembro que, na escola, os roqueiros eram muito conhecidos. E eu era uma dessas meninas. Mas existe uma coisa que talvez muita gente não saiba:
aos 12 anos de idade, eu aceitei Jesus.
Eu fui a uma igreja com uma amiga e, naquele momento, entreguei minha vida a Cristo. Só que eu ainda era muito nova e não tinha maturidade para compreender o que significava permanecer em Cristo.
Então eu saí da igreja. E voltei para o mundo. Voltei para os mesmos ambientes, para as mesmas influências e para uma vida de rebeldia.
Eu fiz coisas que hoje eu sei que não agradavam a Deus. E durante muito tempo eu carreguei aquela imagem. A menina gótica. A menina do rock. A menina rebelde. A menina que se vestia de preto. Mas Deus estava olhando além daquela aparência.
Porque por trás daquela menina existia alguém que precisava ser encontrada. E foi aí que eu entendi uma coisa: eu não precisava apenas mudar a minha roupa. Eu precisava mudar a minha vida. Eu não precisava apenas deixar de ser gótica. Eu precisava nascer de novo. E Jesus começou a transformar aquilo que ninguém conseguia transformar.
Hoje, quando olho para aquela menina que eu fui, eu não tenho vergonha de contar a minha história. Porque eu não conto para glorificar o meu passado.
Eu conto para glorificar aquele que me tirou dele. A Bíblia diz: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2 Coríntios 5:17
Hoje eu carrego uma Bíblia nas mãos.
Mas antes de carregar uma Bíblia nas mãos, Cristo precisou entrar no meu coração. Aquela menina que procurava identidade em músicas, roupas, grupos e ambientes encontrou sua identidade em Jesus.
E hoje eu posso dizer: eu não sou definida pelo lugar de onde vim. Eu não sou definida pelas coisas que fiz. Eu não sou definida pelo meu passado. Eu sou definida por Cristo.
E se existe alguém ouvindo esse testemunho que pensa que foi longe demais, que errou demais ou que sua história já está determinada… Eu quero te dizer:
Jesus ainda transforma histórias. Porque se Ele conseguiu me encontrar no meio da minha confusão, da minha rebeldia e das minhas escolhas erradas…
Ele também pode encontrar você. Hoje eu não carrego mais aquela identidade. Hoje eu carrego Cristo.
Aquela menina procurava um lugar para pertencer. Hoje ela sabe a quem pertence. Eu pertenço a Jesus.