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Certificações como BREEAM, LEED e WELL estão a mudar as exigências do setor, mas Jaime Quintas, da Alphalink, alerta que a transição não pode ficar pelos selos: é preciso decidir cedo, olhar para o ciclo de vida dos edifícios e definir, afinal, o que se entende por sustentabilidade
A construção é responsável por cerca de 40% do consumo energético na Europa e é, tradicionalmente, um dos setores mais lentos a mudar. Mas essa resistência está a ser contrariada por uma pressão que chega de vários lados: donos de obra mais exigentes, investidores institucionais atentos aos critérios ESG, financiamento condicionado a novos padrões e empresas que procuram edifícios capazes de responder às suas próprias metas ambientais.
A mudança já não se resume a uma preocupação reputacional. O vocabulário da sustentabilidade entrou na gestão corrente dos projetos - BREEAM, LEED, WELL, carbono incorporado, eficiência energética, origem dos materiais - e está a alterar as regras de um setor habituado a separar a construção daquilo que acontece antes e depois da obra.
É neste contexto que Jaime Quintas, managing partner da Alphalink, olha para o momento atual da construção. Com mais de 25 anos de atividade, a empresa, sediada em Lisboa e com escritório no Porto, participou em projetos como o Time Out Market, o edifício da Miniclip e o Trinity Pro Porto, o primeiro edifício certificado BREEAM no Porto, segundo o enquadramento apresentado no episódio do podcast “Pegada Positiva”.