onda.podcast · 28 de jul. de 2026 · 55:15
Ouça na app Podli 🎧
Siga os seus podcasts favoritos, ouça offline e no carro com CarPlay e Android Auto, e continue sempre onde ficou. Experimente grátis.
Por que maternidade e sexualidade ainda parecem incompatíveis?
Como se o nascimento de um filho marcasse o fim do desejo. Como se uma mãe precisasse escolher entre o corpo materno e o corpo erótico.
Ao engravidar em meio à dúvida sobre a paternidade do primeiro filho, Letícia se sentia "entre a santa e a puta".
Mãe de Pedro e Luna, ela não imaginava que teria filhos. A primeira gravidez chegou de surpresa e, enquanto enfrentava o julgamento alheio, Letícia descobriu uma inesperada sensação de vitalidade. Mas tornar-se mãe sozinha e viver um puerpério marcado pelo abandono também lhe revelou que a maternidade é uma função social: um papel cercado de expectativas sobre como uma mãe deve amar, cuidar, trabalhar, parir e, sobretudo, desejar.
Foi nesse contexto que nasceu a revolta. E, da revolta, um grito. Um grito dirigido à família, aos amigos e à sociedade: como é possível abandonar uma mulher que acaba de dar à luz? Esse grito tornou-se escrita, teatro, filme, estudos.
Neste novo episódio de Maternidade e Separação, falamos sobre patriarcado, sexualidade, violência obstétrica e doméstica e sobre a possibilidade de transformar a experiência vivida em criação artística.
Obrigada, Letícia, por mostrar que sustentar o desejo é uma forma de resistência às expectativas sociais.