O setor de saúde vive um paradoxo: altamente regulado e de margens apertadas, precisa inovar mais do que quase qualquer outro, mas com menos liberdade para experimentar — e a tecnologia é o motor dessa transformação, desde que conectada à estratégia de transformação digital. A inteligência artificial entra para empoderar, não substituir, apoiando decisões (como as do médico no consultório) e mantendo sempre o humano no comando, com uma base sólida de governança e integração de dados por trás. Onde a mudança fica mais palpável é na jornada do paciente: pelo aplicativo já é possível fazer pré-checkin de emergência, gerar senha antecipada e ter o atendimento iniciado por geolocalização, substituindo um fluxo antes quase analógico. O grande desafio é o equilíbrio, resumido na ideia de que governança sem IA é freio de mão, mas IA sem governança é risco — tanto que menos de 5% das ideias se tornam viáveis diante de regulação, LGPD e compliance. No fim, inovar em saúde é uma corrida delicada entre melhorar a vida de pacientes e profissionais e cuidar de vidas e dados sensíveis, e vence quem souber inovar com responsabilidade.
Participantes:
- Marcelo Soares, Gerente de TI e Transformação Digital, Unimed Fortaleza.
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