Desporto · 2 de out. de 2026 · 9:09
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Até agora, Jorge Jesus e Zinedine Zidane ganharam todos os jogos que jogaram na qualificação para a Liga das Nações à frente das equipas de futebol masculino de Portugal e de França. Dois treinadores com estilos muitos diferentes, mas com o objectivo de ser campeão do Mundo em 2030.
Após um Campeonato do Mundo de Futebol que frustrou as expectativas de muitos adeptos, Portugal e França viraram uma nova página e contrataram novos treinadores. Portugal optou por Jorge Jesus, um treinador que segundo o próprio já não tem nada a provar após triunfos à frente de equipas em Portugal, Brasil, Turquia ou Arábia Saudita, mas que alimentava há anos a esperança de orientar a selecção das Quinas. Já França escolheu Zinedine Zidane para suceder a Didier Deschamps. Um símbolo do futebol francês e do futebol mundial como jogador, como treinador ganhou três Liga dos Campeões, sendo quase um uma exigência dos franceses tê-lo agora à frente da sua selecção.
Eric Mendes, jornalista luso-francês, explica como estes dois treinadores se estão a portar nos primeiros jogos da Liga das Nações, a primeira prova para estas duas equipas, onde tanto Jesus como Zidane se têm mostrado à altura da tarefa.
"Para quem segue a selecção e vê como está a evoluir, toda a gente sabe que há uma geração de jogadores que permitiu a Portugal sonhar grande. E Jorge Jesus também não é burro e sabe disto. Se ele foi treinar Portugal, é porque ele tem capacidade de ter uma gestão de jogadores e viu-se logo com o Rodrigo Mora. Há uma geração de miúdos muito novos, que ainda se podem encaixar daqui a quatro anos e pode permitir a Portugal sonhar mesmo em grande. E fica aquela sensação que Roberto Martinez, deixou escapar um pouco uma geração. E então Jorge Jesus está a chegar e ele sabe que tem nas mãos uma das selecções mais fortes do mundo e pode fazer alguma coisa, como já o fez no Brasil, com o Flamengo, ou na Arábia Saudita", detalhou o jornalista.
Duas equipas diferentes, orientadas por treinadores com estilos muito diferentes, Jorge Jesus mais extrovertido e sem papas na língua, Zinedine Zidane mais introspectivo, mas sempre com a palavra certa, mas os dois com uma grande sede de vitória e olhos postos no Mundial de 2030.
"Ao contrário do Portugal, que está ainda a guardar um pouco o núcleo que foi nos últimos anos, Zidane quis ver esta nova geração, novos jogadores e novos talentos. E há até um jogador que tem uma costela portuguesa que chama Lucas Da Cunha. Nesse aspecto, ele está mesmo com a ideia de construir com uma nova geração, justamente, que vai lhe permitir, talvez, atingir o título no Mundial em 2030. Zidane, soube a pouco a pouco, introduzir as suas ideias. Para já com uma base de jogadores com talento que ele tem, como o que Mbappé, embora ele agora esteja lesionado, mas vai dar crédito finalmente ao Dembelé e a Michael Olisé. A França está construir pouco a pouco e está finalmente a abrir um novo livro da sua história. Nem vou dizer o novo capítulo, um novo livro com Zinedine Zidane", concluiu.