“Cuidar da pele não significa usar produtos”. O alerta é da dermatologista Flávia Reginatto diante de um fenômeno cada vez mais comum: crianças e adolescentes profundamente conectadas ao universo do skincare e dos cosméticos, reproduzindo rotinas de dez ou doze etapas que viralizam nas redes sociais.
O comportamento não é novo e ganhou visibilidade com as chamadas "Sephora kids", onda de meninas que passaram a comprar dermocosméticos de luxo influenciadas sobretudo pelo TikTok. As fórmulas desses produtos, no entanto, são desenvolvidas para a pele adulta, e o uso indevido pode provocar irritações, dermatites, manchas e até queimaduras químicas em uma pele ainda em formação.
Neste episódio do
Direto ao Ponto, o Correio do Povo discute os riscos do "skincare infantil” com a especialista, doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em saúde da criança e do adolescente e associada da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-RS). A médica destrincha o mito de que começar cedo previne o envelhecimento, indica o que é recomendado em cada faixa etária e comenta o impacto da busca por uma pele perfeita sobre a autoestima das meninas. A apresentação é de Giovanna Reis.