Psicanálise em Ato · 15 de mar. de 2026 · 14:04
Ouça na app Podli 🎧
Siga os seus podcasts favoritos, ouça offline e no carro com CarPlay e Android Auto, e continue sempre onde ficou. Experimente grátis.
Com artifícios imaginários, depois desculpáveis, oferece-se coisas reais, por meio das quais obtém-se coisas reais.
O imaginário entrou como um artifício, uma forma de arte, ou um jeito artístico.
A arte movimenta a realidade.
Em torno da arte o mundo gira.
O gesto de Piero Manzoni é uma marca dessa arte, não pelo produto, mas pelo gesto, inusitado, do artista.
A obra não é a coisa, mas a ousadia de dizer que aquela coisa é obra.
Batizado como “arte conceitual” por carregar o conceito de arte como ousadia: “o menino fez arte, é um moleque arteiro”.
Um gesto infantil em um adulto.
Muita arte se pratica que não é vista, e os potes de fezes de Piero Manzoni poderiam ter permanecido invisíveis.
A ousadia é o conceito: ousar é um passo conceitual.
Como o passo de Júlio César atravessando o Rubicon.
Tornar visível uma arte praticada é o propósito deste livro.