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# Sintonize a frequência da esperança E deixe-se inspirar pela reflexão profunda e espiritual da palavra de Deus.
Olá, seja bem-vindo! Estamos de regresso aqui à voz da esperança. Muito obrigado por se juntar a nós aqui na nossa casa, a novo tempo, onde quer que esteja connosco nesta hora. Eu sei que pode estar no seu carro, pode estar em casa, pode estar num telemóvel, numa televisão, num ecrã, online ou offline. Não faltam meios, instrumentos para estar connosco. A voz da esperança está em muitas plataformas, mas, mais importante que tudo, é que, neste momento, conseguimos cruzar os nossos caminhos para passar aqui uns minutos connosco. Aqui, já sabe, vamos falar de esperança, vamos estudar a esperança e até vamos cantar sobre a esperança. Junte-se a nós! Está a começar A Voz da Esperança. Todos nós, em algum momento, já sentimos e experimentamos o que é ter dúvidas. As dúvidas podem ser sobre as coisas mais corriqueiras da vida, mas também podem ser dúvidas mais profundas e existenciais, dúvidas sobre Deus e a nossa fé, dúvidas sobre o mundo, dúvidas sobre nós próprios. Dúvidas que às vezes nos deixam a pensar: será que há mesmo sentido para ir tudo isto, para a vida, será que Deus se importa comigo e se for apenas isto, este vazio que eu sinto neste momento? E há momentos, sejamos honestos, em que por causa de muitas destas dúvidas e anseios, o desespero acaba por se instalar. Muitas das nossas experiências na vida também nos conduzem à dor, à perda, à solidão e por vezes sentimo-nos naquela espiral de quem vai afundando ao ponto de nos sentirmos sós, de que ninguém nos ouve, de que ninguém está ali. Mas, neste programa, hoje, eu gostava de refletir consigo sobre uma questão ou um facto muito importante. E se eu lhe dissesse que, para estas dúvidas, há uma resposta e que essa resposta é e está numa pessoa? Essa pessoa chama-se Jesus. Jesus não veio ao mundo apenas para nos dar respostas, como um sábio, um filósofo, um pensador, Jesus veio para ser a resposta. Nós vivemos num mundo em que as perguntas são muitas. Ainda há pouco aqui debrucei-me sobre algumas delas, onde há dor, há perguntas, há dúvidas e questionamentos. Onde há injustiça, há perguntas, onde há silêncio, há angústia. E, por vezes, eu sei que, por vezes, achamos ou temos a perceção de que precisaríamos de mais provas, de mais sinais, de mais argumentos. A nossa fé, às vezes, está muito dependente também dessa dimensão, mas, o que nós precisamos, eu hoje gostava de lhe propor, talvez, algo um pouco diferente. O que nós precisamos é de presença, é de esperança, é de uma verdade viva. E é exatamente isso que Deus nos deu em Jesus. Deus podia ter falado do céu, através de trovões ou outros instrumentos extraordinários, com leis ou simplesmente à distância, fosse qual fosse a forma, mas Deus escolheu fazer isso de outra forma. Deus fez-se homem, Deus desceu à terra, entrou na nossa dor e na nossa experiência, na nossa dimensão. O Evangelho de João, dos mais extraordinários livros da Bíblia, ele começa assim, talvez já tenha ouvido estas palavras: logo nos primeiros, as primeiras palavras do evangelho. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus, e o Verbo fez-se carne, diz depois o versículo 14, o Verbo fez-se carne e habitou entre nós, cheio de graça, de verdade, e vimos a sua glória, como a glória do unigénito do pai. Sim, o Deus eterno tornou-se próximo, o criador entrou na criação. E ele não veio para os fortes, não veio para os que estão sempre certos, não veio para os que têm tudo resolvido, Jesus, o Verbo, o Deus feito palavra, veio para os quebrantados, veio para os doentes, para os cansados, para os que têm dúvidas, para os que lutam. Jesus veio para si. Jesus andou entre nós. Essa foi a realidade da sua experiência. Jesus chorou porque muitos choram e ele também se cruzou com os que choram. Jesus tocou nos intocáveis, os que ninguém queria tocar. Jesus abraçou os rejeitados. E quando via uma multidão cansada, Jesus não se limitava a pregar. E, num desses momentos, Jesus declarou: Vinde a mim. Já ouviu essas palavras? Registadas no evangelho de Mateus, lá no capítulo 11: vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos. Para estes ele falou: eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, dizia Jesus, porque eu sou manso e humilde de coração e encontrareis em mim descanso para as vossas almas, porque o meu jugo é suave, o meu fardo é leve. Se há dúvida no teu coração, esta promessa de Jesus, o que é que nos diz? Que ele é o descanso, é a fonte do verdadeiro descanso. Se na tua alma há desespero e angústia, Jesus é o abrigo, o refúgio, o aconchego. Jesus não prometeu que tudo seria fácil, mas prometeu que nunca estaríamos sozinhos. E as promessas de Deus são coisas em que podemos confiar, são palavras que têm um alcance incrível, mas que também têm, têm sido experimentadas na vida de muitas pessoas. Eu queria agora partilhar consigo e ler, vou aqui buscar a minha Bíblia, e partilhar consigo uma promessa extraordinária que vale a pena considerar de uma maneira particular. E vou aqui, na minha Bíblia, às palavras do apóstolo quando escreveu aos hebreus, capítulo 4, e acompanhe-me aqui nos versículos 14 e 15, nos quais o apóstolo fala realmente de Jesus e vai usar uma metáfora, se podemos dizer, ou um ensino que nos ajuda a compreender melhor a natureza desta obra de Jesus, aquele que veio. O texto diz assim: Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, o Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão, porque nós não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, porém, temos um, que como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Por isso, cheguemo-nos com confiança ao trono da graça ou à presença de Deus, para que possamos alcançar misericórdia. Veja que esta promessa que a palavra de Deus nos faz diz-nos que nós podemos chegar-nos a Deus, ele está disponível. Significa, portanto, que nós podemos chegar à pr