Júlio Isidro nunca planeou nada. Foi para a televisão porque um padre lhe disse para ir. Ficou em Portugal em abril de 1974 porque o chefe lhe disse que dava para voltar. E leu os primeiros comunicados do MFA ao microfone porque trocou um turno com um colega. Nesta conversa, uma das vozes mais reconhecidas de Portugal fala sobre comunicação, sobre a arte da metáfora sob censura, sobre o que se perde quando uma televisão apaga a sua própria memória — e sobre a pergunta que nunca ninguém lhe tinha feito.
Destaques do episódio Como se constroem cem mil horas de voz — e o que isso revela sobre caráter. A noite de 24 para 25 de Abril no Rádio Clube Português. A arte da metáfora como forma de resistência à censura. Como descobriu António Variações num cabeleireiro. Porque é que o coração de um homem de televisão bate pela rádio. O acordo ortográfico como "o maior desacordo que se conseguiu criar." A felicidade como ponto de passagem — e o conceito de ser vs. ter. A pergunta que nunca ninguém lhe fez — e a resposta que ficou.
Citação de Ouro "A arte da metáfora é dizer mais ou menos aquilo que se pode dizer, mas com vontade de dizer um bocadinho mais. E as pessoas percebem isso também."
🔗 Episódio com Júlio Isidro: https://perguntasimples.com/porque-e-que-toda-a-gente-reconhece-esta-voz-julio-isidro/