Tânia Laranjo é repórter há trinta anos. Chegou à televisão quando lhe disseram que não tinha figura nem voz para o ecrã. Ficou na mesma. Hoje é um dos rostos mais reconhecidos do jornalismo português, não porque aparece, mas porque vai. Aos incêndios, aos temporais, aos tribunais, às aldeias que ninguém visita. Nesta conversa falámos sobre o que se perde quando o jornalismo deixa de sair à rua e sobre o que ainda sobra quando alguém decide ir à janela.
Neste episódio:
O jornalismo que se aburguesou e o que se perde quando ninguém chega primeiro Ser a primeira a chegar e porque isso define a qualidade do que se conta O incêndio em Gramassa e a decisão de sair do papel de jornalista As fontes como relações sagradas e a única razão para quebrá-las O segredo de justiça contra o interesse público e o processo que ganhou no Tribunal Europeu A entrevista de 45 minutos ao Presidente Marcelo durante o temporal O que é uma boa pergunta e porque é sempre simples A filha que quis ser jornalista apesar de tudo "O jornalista tem que ir à janela e dizer se está a chover ou se está a sol. Não serve para fazer perguntas, serve para dar respostas."