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Hilária cresceu em uma família simples, trabalhando na roça desde os 8 anos e sem conseguir terminar os estudos. Aos 18, se casou e passou a viver um relacionamento marcado por agressões, traições e desrespeito. Mãe de duas meninas, decidiu se separar e conseguiu reconstruir a vida trabalhando como gari. Aos 33 anos, recebeu o primeiro diagnóstico de câncer e começou uma longa jornada de tratamentos. Anos depois, descobriu a síndrome de Gorlin-Goltz, que aumentava sua predisposição a novos tumores. Em 2020, precisou retirar o nariz e um dos olhos para impedir o avanço da doença. Mesmo enfrentando dor, críticas e limitações, encontrou forças na família e na fé para continuar. Hoje, ainda em tratamento, trabalha, vive e realiza o sonho de ser palestrante. E, ao contar sua trajetória, descobriu que havia enfrentado 73 diagnósticos de câncer, transformando esse número em símbolo da sua capacidade de recomeçar.